Vivo a observar. Dia após dia, noite após noite,
vivo a observar a vida tumultuada de cada indivíduo que passa por mim. Fomento
paixões alheias, enquanto igualmente fomento minhas próprias ilusões. Carrego
comigo a luz, com a qual ilumino as vidas que passam por mim. Pelo menos por
fora, sou um ser iluminado. Por dentro, vivo a escuridão da minha vida
solitária. Observo olhares, beijos, carícias. Observo brigas, discussões,
conversas. Observo o viver e o morrer. Observo a vida, mas não vivo. Bem que eu
queria viver, mas, talvez, essa não seja minha natureza. Ou então, não vivo
porque o mundo impôs esse paradigma em mim. Mas eu me cansei de observar.
Queria poder experimentar, vivenciar e sentir cada momento, cada sentimento,
cada aventura que já observei. Queria poder deixar de ver a vida passar, e
passar a vivê-la com ela realmente merece ser vivida. Queria poder me
apaixonar, extravasar, curtir. Queria simplesmente deixar de ser como um poste,
que fica estagnado no mesmo lugar pra sempre. E então, finalmente, eu poderia
verdadeiramente viver.
segunda-feira, 15 de junho de 2015
segunda-feira, 1 de junho de 2015
[Memento]: Talvez...
Quando as nuvens cobrirem o azul do céu com seu cinza pálido e sombrio, e a chuva cair para lavar as almas sofridas, talvez não estejamos mais aqui. Quando o sol surgir imponente no céu e aquecer os corações desesperados, talvez não estejamos mais aqui. Quando as flores germinarem e colorirem os jardins, talvez não estejamos mais aqui. Talvez você esteja aqui quando tudo isso acontecer. Talvez eu não esteja. E, talvez, você se dê conta que me ama antes de eu partir. Talvez eu parta sem você saber que eu te amo. Talvez nos encontraremos daqui à 30 anos. Talvez hoje seja o último dia em que nos vemos. Talvez o destino quisesse que fosse assim. Talvez nós, de tanto dizer "talvez", perdemos a chance de sermos felizes juntos.
quarta-feira, 27 de maio de 2015
Economizando papéis e índios
Usando metáforas bregas e falando coisas super exageradas a respeito de tudo, sendo fãs da Xuxa verde e sabendo que Papi o Camelo, na verdade, é um cavalo, nós apresentamos à você, Kaliba. Um mundo de coisas loucas e confusas que na maior parte das vezes ninguém entenderá e terá que ter muito esforço para elaborar alguma explicação filosófica. A vida pelos olhos de amigos jovens tolos. Vai que você gosta... Cada um com a sua coluna, escrevendo do seu jeito peculiar, pulando poças federais e falando abertamente sobre qualquer assunto que aparecer. Somos bem loucos. Esse é um blog sem motivos nem objetivos, só escrever por escrever. Um abraço pra você que fala sozinho no twitter. Até a próxima.
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