Vivo a observar. Dia após dia, noite após noite,
vivo a observar a vida tumultuada de cada indivíduo que passa por mim. Fomento
paixões alheias, enquanto igualmente fomento minhas próprias ilusões. Carrego
comigo a luz, com a qual ilumino as vidas que passam por mim. Pelo menos por
fora, sou um ser iluminado. Por dentro, vivo a escuridão da minha vida
solitária. Observo olhares, beijos, carícias. Observo brigas, discussões,
conversas. Observo o viver e o morrer. Observo a vida, mas não vivo. Bem que eu
queria viver, mas, talvez, essa não seja minha natureza. Ou então, não vivo
porque o mundo impôs esse paradigma em mim. Mas eu me cansei de observar.
Queria poder experimentar, vivenciar e sentir cada momento, cada sentimento,
cada aventura que já observei. Queria poder deixar de ver a vida passar, e
passar a vivê-la com ela realmente merece ser vivida. Queria poder me
apaixonar, extravasar, curtir. Queria simplesmente deixar de ser como um poste,
que fica estagnado no mesmo lugar pra sempre. E então, finalmente, eu poderia
verdadeiramente viver.
divagações românticas...
ResponderExcluirSimplesmente não me canso de ler esse
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